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Realizados, Seminário

Competitividade Industrial x Taxa de Câmbio

12 de dezembro de 2005

O atual patamar da taxa de câmbio ameaça vários setores da indústria brasileira de perder acesso aos mercados externos. Os mais visíveis, que já encontram dificuldades para fechar novos contratos de exportação: automobilístico, autopeças, equipamentos de telecomunicações, eletrodomésticos, equipamentos elétricos e máquinas agrícolas. Também as indústrias de calçados, vestuários e de mobiliário estão rapidamente perdendo capacidade de fechar novos negócios internacionais. Os agronegócios, por sua vez, vêm enfrentando notórias dificuldades.

Essas indústrias investiram pesado na conquista de mercados externos. Mas com o real valorizado, estão deixando de ser competitivas. Essa situação pode mudar? Seria uma estratégia muito ousada contar com uma próxima desvalorização do real? Há muitos motivos para o dólar permanecer na faixa dos R$ 2,50 – R$ 2,20 por muito tempo. O rápido crescimento da China e o aquecimento da economia mundial criaram uma forte demanda por produtos primários brasileiros, que podem ser exportados a taxas de câmbio menos competitivas. O diferencial da taxa de juros continuará atraindo recursos financeiros externos, redobrando as pressões pela valorização do real.

Você precisa reavaliar a estratégia de exportação da sua empresa. A InterNews reúne neste seminário renomados especialistas para você melhor avaliar a tendência da taxa de câmbio e a necessidade de adaptar os seus planos às novas condições de competitividade. Este evento também apresentará resultados de trabalho que o Neit/Unicamp está concluindo sobre a competitividade da indústria brasileira, setor por setor.

A situação de competitividade varia muito na indústria. Há empresas que estão conseguindo se adaptar. Há setores, como da mineração, siderurgia e do alumínio, que deverão preservar suas vantagens competitivas. Participe deste Seminário InterNews para posicionar melhor a sua empresa no mercado internacional.

  • Quais são as perspectivas de diferentes setores da indústria com a permanência do dólar abaixo de R$ 2,50?
  • Que setores estão mais afetados com a valorização do real?
  • A valorização do real poderá tornar o Brasil novamente um país exportador de produtos primários?
  • Que segmentos do setor exportador de produtos manufaturados podem ajustar custos para absorver o real valorizado e permanecerem competitivos?
  • As indústrias exportadoras que importam pesadamente insumos e componentes se manterão competitivos apesar da valorização do real?

PROGRAMA

8h30

Abertura e Credenciamento

9h00 A perda de competitividade dos eletroeletrônicos diante da valorização cambial

Paulo Saab
Presidente da ELETROS (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos)

9h50 — Avaliação da sensibilidade de diferentes ramos de manufaturas em fechar novos negócios de exportação

Mariano Laplane
Professor do Instituto de Economia da Unicamp

10h50 — Coffee-break

11h10 — O setor siderúrgico conseguirá expandir suas exportações?

Rudolf Buhler
Diretor técnico IBS (Instituto Brasileiro de Siderurgia)

12h00 — Almoço

14h00 — Perspectivas para o desempenho exportador de manufaturas em 2006

Ivan Ramalho
Secretário Executivo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

15h00 — Como preservar mercados externos apesar das condições cambiais adversas

Roberto Giannetti da Fonseca
Presidente da Silex Trading S.A.

16h15 — Coffee-break

16h45 — Como montar a melhor estratégia para a exportação de manufaturados em 2006

Luciano Coutinho
Sócio-diretor da LCA Consultores

18h00 — Encerramento