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Realizados, Seminário

O Vigor da Economia Brasileira em Questão

20 de outubro de 2008

A economia brasileira adquiriu maior dinamismo do que se acreditava possível. Cresceu 6% em 12 meses, até junho passado. Cabe entretanto indagar se o Brasil consegue, apesar das circunstâncias externas adversas, manter até 2010 uma taxa de crescimento superior a 4% ao ano. É preciso levar em conta o recente agravamento da crise do setor financeiro dos EUA, representado pelo colapso do Lehman Brothers.

A sustentação de um crescimento vigoroso no Brasil conta com dois alicerces: o aumento da taxa de investimento e da renda agregada da população. Outra influência positiva é o relativo descolamento do desempenho das economias emergentes, especialmente da China, em relação às economias dos países desenvolvidos. O início em 2009 dos investimentos para a extração de petróleo do pré-sal contribuirá para a taxa de investimento atingir a meta de 21% do PIB em 2010.

O Brasil entretanto será afetado pelo impacto da crise financeira americana e pela desaceleração da economia mundial. Quedas acentuadas nos preços das commodities podem comprometer o desempenho da economia brasileira. Como efeito da crise, no Brasil já se verifica que a oferta de crédito externo está mais seletiva, com custos mais elevados. Esta redução de crédito também poderá se agravar.

  • Participe deste Seminário InterNews para debater a sustentabilidade do crescimento em um ambiente internacional adverso.
  • Quanto o Brasil poderá crescer em 2009 e 2010?
  • Qual será o impacto da crise externa na taxa de investimento do Brasil?
  • A política monetária poderá se tornar restritiva ao ponto de comprometer o crescimento econômico?
  • Qual o risco de um agravamento sensível da crise econômica nos países desenvolvidos?
  • Conferencistas

    Yoshiaki Nakano

    Diretor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EESP). Foi chefe do Departamento de Economia da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP), Secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, secretário especial de Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda e consultor do Banco Mundial.

    Luis Paulo Rosenberg

    Sócio da consultoria Rosenberg e Associados. PhD em Economia pela Universidade de Vanderbilt. Foi assessor do Ministro do Planejamento e do Presidente da República e consultor da Presidência do Banco Central do Brasil.

    Demian Fiocca

    Diretor Executivo de Tecnologia da Informação e Gestão da Vale. Mestre em Ciências Econômicas pela Universidade de São Paulo (USP). Foi presidente do BNDES. Ex-chefe da Assessoria Econômica e ex-secretário de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

    Gesner Oliveira

    Presidente da SABESP. Phd em Economia pela Universidade da Califórnia, Berkeley. Mestre em Economia pelo Instituto de Economia da Unicamp. Foi Presidente do CADE-Conselho Administrativo de Defesa Econômica e ex-Secretário Interino de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda. Consultor e sócio-diretor de Tendências Consultoria Integrada.