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Realizados, Seminário

Basiléia III: O que muda para as instituições brasileiras

29 de novembro de 2010

A compra de carteira de crédito e o uso de crédito tributário por bancos brasileiros são algumas das operações que deverão ser afetadas na regulamentação pelo Banco Central do Acordo de Basileia III. Os bancos brasileiros, mesmo em melhor situação do que boa parte das instituições internacionais, deverão ser obrigados a aumentar a alocação de capital para determinados tipos de riscos.

Mudanças de estratégias de negócios e o fim de certas operações também deverão ser exigidos no enquadramento às três reformas regulatórias, em consequência do Acordo de Basileia II, da convergência ao novo padrão internacional de contabilidade (IFRS) e do Acordo de Basileia III.

A implementação gradual dessas reformas regulatórias pode inviabilizar as compras de carteiras de crédito, prática comum no mercado de crédito consignado, em que as instituições menores geram as carteiras e as vendem aos grandes bancos. Pela legislação brasileira, na cessão de crédito, o banco comprador torna-se co-responsável. A nova regulamentação deverá exigir capital adicional para efeito de risco de crédito, o que pode tornar a operação excessivamente onerosa. O saldo de crédito consignado alcançou R$ 125,6 bilhões em julho, representando 60% do crédito pessoal no país.

Participe deste Seminário InterNews e avalie o impacto do Acordo de Basiléia III nos bancos brasileiros. Veja as alterações que deverão afetar o crédito tributário. Saiba como se preparar para as novas regulamentações relacionadas a capital e liquidez.

PROGRAMA

8h30 – Credenciamento

9h00 – O que muda com Basiléia III para os bancos no Brasil

  • Principais mudanças do acordo
  • Como afetam o sistema bancário
  • Impacto nos bancos individuais
  • Como usar as novas exigências regulatórias como ferramenta gerencial

Roberto Luis Troster
Consultor, foi economista chefe da Febraban – Federação Brasileira de Bancos, da ABBC – Associação Brasileira de Bancos e do Banco Itamarati.

10h10 – Coffee break

10h30 – Conceitos e fundamentos que levaram ao Acordo de Basiléia III

Francisco da Silva Coelho
Presidente da Ordem dos Economistas do Brasil – OEB. Foi funcionário de carreira do Banco Central

12h00 – Almoço

13h30 – Basileia III: Implicações funcionais e de negócios

  • Estudo da Ernst & Young realizado no Reino Unido

Fabio Shibuya
Senior Manager – Financial Services Risk Management da Ernst & Young

14h50 – Competências exigidas do mercado, de investidores e dos demais stakeholders diante do Acordo de Basiléia III

Marcus Manduca
Sócio especializado em finanças da PricewaterhouseCoopers

16h00 – Coffee break

16h30 – Princípios de Basiléia e as normas do Banco Central no Risco de Crédito

  • Política de riscos de crédito, gestão de crédito e gestão do risco de crédito
  • Custos de observância e compliance

Antonio Carlos de Laura Castrucci
Vice-presidente do Banco Luso

18h00 – Encerramento