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Como analisar Balanços em IFRS: para tomar decisões racionais no mercado financeiro e de capitais

14 de julho de 2011

Para se avaliar uma empresa, é imprescindível uma rigorosa análise de balanços e de demonstrativos financeiros. Alguns dos balanços publicados em 2011, no entanto, tornaram-se praticamente ininteligíveis para a grande maioria dos analistas, com a introdução do IFRS. O fato é grave: Compromete a condição do mercado de precificar o valor das empresas, de saber com racionalidade se uma ação deve ser comprada ou vendida, se um cliente merece crédito a determinada taxa de juros ou se determinada corporação deve ser adquirida.

A leitura de um balanço em IFRS tornou-se muito mais difícil. Mesmo os mais experientes analistas, que estudaram durante meses a nova contabilidade brasileira, estão gastando horas para ler um balanço que, antes, em BRGAAP, consumia meia hora de análise.

O experiente Ashley Charles Jenner, instrutor deste Evento InterNews, está entre os poucos que com muito trabalho conseguiu formar uma metodologia para dominar a análise de balanços desta primeira safra em IFRS, apesar de reconhecer que o seu tempo de leitura por balanço ainda é maior e que em alguns casos certas incógnitas, continuam difíceis de decifrar.

Participe deste Evento InterNews para compreender melhor as alternativas de ajustes que se fazem necessárias para a análise de balanços após a introdução da IFRS no Brasil. Saiba trabalhar, de um ano para outro, com balanços totalmente modificados e com outras demonstrações financeiras novas, sem que, para isso, você tenha formação em Contabilidade. Veja como analisar balanços de anos anteriores republicados em IFRS, mesmo que em alguns casos eles tenham ficado à primeira vista irreconhecíveis. Este evento foi desenhado para profissionais, com e sem especialização em Contabilidade, que estavam à vontade com o BRGAAP, mas que agora estão procurando soluções diante das grandes mudanças na apresentação de balanços e de outras demonstrações financeiras.

Programa

MODULO I – As principais modificações financeiras com as novas demonstrações em IFRS

  • Regime de competência levado aos extremos
  • As reclassificações de conceitos contábeis usados anteriormente
  • A criação de uma categoria de ativo fixo que anda ou voa
  • Ativo intangível (que nem aparecia antes)
  • Algumas empresas ficaram sem imobilizado mas continuam produzindo como antes
  • A criação de grandes valores de provisões tanto no ativo como no passivo
  • As distorções fiscais que o RTT não resolve
    • CPC`s principais
    • CPC 1 Redução ao Valor Recuperável dos Ativos
    • CPC 3 Demonstração dos Fluxos de Caixa
    • CPC 4 Ativo Intangível
    • CPC 6 Operações de Arrendamento Mercantil
    • CPC 12 Ajuste ao Valor Presente
    • CPC 13 Instrumentos Financeiros
    • CPC 16 Estoques
    • CPC 22 Informação por Segmento
    • CPC 18 Reconhecimento de Receita
    • CPC 27 Ativo Imobilizado
    • CPC 37 Adoção de IFRS pela primeira vez

MODULO II – Os tipos de empresas que foram mais afetadas

  • Empresas de concessões (com dois fatores de incerteza- renovação da concessão e substituição do RTT)
  • Setor de agro business
  • Setor de papel e celulose
  • As construtoras
  • Combinação de negócios
  • Outros

Estudo de caso I – Empresa cotada na BOVESPA – Exercício em Excel

MODULO III – Um exame das principais demonstrações financeiras

  • A republicação do balanço – Como pode 2008 publicado pelo BRGAAP ser tão diferente do IFRS republicado para o mesmo ano?
  • A DRE traiçoeira – Novidades como a inclusão de provisões contábeis na Receita Líquida
  • Demonstração do Fluxo de Caixa
  • A demonstração de valor adicionado
  • Como interpretar as vastas notas explicativas

Estudo de caso II – Empresa cotada na BOVESPA – Exercício em Excel

MODULO IV – Normalizando as DF´s – Os ajustes para analise de crédito, as projeções financeiras e valuation

  • O que pode e o que não pode ser normalizado pelo analista.
  • Identificar os valores meramente contábeis
  • Efeito da depreciação nos lucros e nos dividendos
  • Determinar quais são os valores que fazem a diferença
  • Comparabilidade trimestral – O que fazer quando a empresa publicou em IFRS apenas para o 4º trimestre mas não para os demais?
  • Valor atribuído e os novos prazos de vida útil – O que fazer com os valores historicamente defasados, uma vez que não é permitido fazer reavaliações de ativos
  • A Mais-Valia publicada vale mais do que a Mais-Valia real?
  • Quando as provisões do balanço são maiores do que as contas operacionais
  • Encontrando o verdadeiro valor do IRPJ/CSLL
  • Como tratar os grandes valores de créditos tributários (ICMS dos exportadores)
  • Despesa de variação cambial ainda não desembolsada na DRE deve ser tratada como perda? A empresa publica pelo USGAAP?
  • A perpetuidade ainda pode ser utilizada nas avaliações?

Estudo de caso III – Empresa cotada na BOVESPA – Exercício em Excel

MODULO V – Os múltiplos e os índices de análise

  • Encontrando substitutos para valores “outsiders” (por exemplo, o múltiplo preço/lucro de 300 da CESP)
  • ROI quando o patrimônio líquido dobra sem entrada de dinheiro
  • Reajuste do patrimônio líquido
  • Quando o Ebitda aparece no DRE. (Nunca foi permitido)
  • O que incluir no índice de liquidez. Ativo Circulante não significa Ativo Líquido
  • Os índices de solvência fazem algum sentido?

Estudo de caso IV – Empresa cotada na BOVESPA – Exercício em Excel

  • Serão examinadas algumas das análises feitas pelos grandes bancos e corretoras usando a publicação dos balanços de 2010.
  • Todos os estudos de caso tratarão da analise para crédito e as projeções do fluxo de caixa para valuation.

Recomendamos levar notebook para os exercícios práticos

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