Capacitação, Realizados
Hedge como Proteção contra Riscos Financeiros
6 e 7 de julho de 2011
A volatilidade dos preços de commodities e da taxa de câmbio têm causado pesados prejuízos para milhares de empresas no Brasil que comercializam os seus produtos para entrega futura sem a proteção de operações de hedge. No entanto, essas empresas não precisam contar com a sorte, que muitas vezes falha e acaba certo dia provocando perdas irrecuperáveis, que já levaram algumas das melhores no Brasil à falência ou à fusão com suas rivais.
O Brasil dispõe de mecanismos que permitem ao empresário determinar a taxa de câmbio em que os dólares serão convertidos em reais por uma exportação a ser paga, digamos, em seis meses. Da mesma forma, um produtor de soja pode na época do plantio determinar o preço que terá na colheita, apesar das oscilações da cotação da soja que venham a ocorrer durante o período. O custo da proteção de hedge fica próximo da taxa de juros da Selic (atualmente em 12% ao ano), o que geralmente sai em conta, considerando os riscos que são evitados.
Os mecanismos que oferecem ao empresário essa proteção contra riscos de oscilação de alguns preços e de câmbio são as operações de hedge, realizadas em contratos de swap, termo, futuro ou opções. Esses contratos podem ser negociados através de instituições financeiras ou diretamente na BM&F e em bolsas de valores no exterior. Nessas operações, quem possui a mercadoria e pretende fixar o seu valor futuro de comercialização, neutraliza riscos e elimina incertezas. Quem incorre em riscos e enfrenta incertezas, é a outra parte do contrato, que se dispõe a especular, para ganhar ou perder muito.
As operações de hedge permitem também a quem possui carteiras de ações determinar o seu valor futuro ou a quem tem dívidas a taxas variáveis precisar o montante de juros que será pago. Seja praticamente qual for o mercado, o hedge permite a neutralização de riscos para quem busca este propósito e constitui-se em um mecanismo de proteção que é mais utilizado por empresas em países com maior grau de desenvolvimento. No Brasil, as diversas modalidades de operações de hedge têm se difundido com rapidez desde que o país venceu a hiperinflação e a sua economia adquiriu maior dinamismo e sofisticação.
As empresas, que muito podem se beneficiar com operações de hedge, devem adquirir uma melhor compreensão desses mecanismos de proteção contra riscos, antes de começarem a negociar contratos, para não acabarem comprando gato por lebre, o que também já foi motivo pesados prejuízos.
Participe deste Evento de Capacitação InterNews que reúne a teoria e a prática sobre operações de hedge como estratégia para a neutralização de riscos. Conheça melhor o que são os contratos de derivativos, como swap, termo, futuro e opções. Avalie técnicas de hedge contra riscos cambiais, de preços de commodities, de taxas de juros e de renda variável. Saiba calcular os custos dos contratos de derivativos. Veja como identificar operações especulativas. Domine as fórmulas de cálculos. Compreenda quais são os contratos mais adequados para cada tipo de situação e de empresa. Aprenda a tomar decisões de hedge. Saiba como negociar com os bancos.
INSTRUTOR
Leonel Molero Pereira
Professor das cadeiras de Derivativos para as turmas de MBA na FIA, IBMEC, FIPECAFI e na BM&F. Criou e coordenou o Curso Avançado de Operador de Mercado Financeiro da FIA.
Possui grande experiência em gestão de investimentos, gestão de risco, derivativos e mercado de capitais. Foi responsável pela gestão de carteiras, exposição ao risco e operações estruturadas na Merrill Lynch, General Motors e Humaitá Investimentos. Sócio da Aleae Consultoria financeira.
Autor de diversos artigos em periódicos acadêmicos como Brazilian Business Review e Caderno de Pesquisas da USP/FEA. Mestre em Finanças pela Universidade de São Paulo – FEA. Bacharel em Administração de Empresas pela FGV/SP
PROGRAMA
Parte I – Introdução ao mercado de derivativos
- Tipos de mercados de derivativos
- Participantes do mercado de derivativos
- Mercado de bolsa e balcão
Parte II – Cálculo de necessidade de hedge
- Exposure no fluxo de caixa
- Exposure e necessidade de hedge
- Cálculo de exposure cambial
- Cálculo de exposure de juros
- Identificando os derivativos para as necessidades de hedge das empresas
Parte III – Mercado a termo, futuro e swap
- Mercado a termo – forward
- Financiamento e arbitragem a termo
- Hedge com termo
- Mercado futuro
- Futuro de juros: estrutura temporal de taxas de juros
- Relações de equilíbrio de câmbio e relação de Fisher
- Futuro de dólar e cupom de dólar: dólar sintético
- Futuro de Índice BOVESPA e commodities.
- Forward Rate Agreement – FRA: hedge com taxas rotacionais
- Hedge com futuros – juros e moeda
- Formação de taxas
- Swaps: juros e câmbio
- Marcação a mercado, accrual e ajuste no vencimento.
- Técnicas de negociação
- Cupom sujo e limpo
- Hedge com swap
Parte IV – Mercado de opções
- Mercado de bolsa – opções de ações e moeda.
- Tipos de opções – PUT e CALL
- Noções de delta e gregas
- Estratégia e produtos estruturados no mercado de balcão
- Hedge com opções
- Estratégias com opções: travas e spread.
- Participating forward e composições
- Butterfly, straddle, strangle, NDF e outros.
- Equação de black e scholes.
Parte V – Estudo de casos
- Quais estratégias podem prejudicar as empresas.
- Casos de empresas que sofreram perdas com operações no mercado de derivativos.
- Derivativos: risco ou segurança
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